sexta-feira, 22 de junho de 2012

Orientação Em Como Trabalhar com Projetos.


EXPEDIÇÃO INVESTIGATIVA.

É um recurso metodológico que parte do princípio de que lugares e acontecimentos atravessam a vida das pessoas das pessoas e as afetam com diferentes graus de intensidade, produzindo mudanças no modo de ver e de viver.

Finalidades das expedições Investigativas: Identificar e Ressignificar os territórios nos quais crianças e adolescentes residem, circulam, aprendem, se divertem, consomem e convivem.

É um poderoso recurso que exercita o olhar crítico/investigativo promovendo a inquietação das crianças, dos adolescentes e dos educadores com a problemas, riquezas e demandas de sua comunidade.

As Expedições Investigativas alimenta as múltiplas possibilidades de construção de projetos coletivos envolvendo a comunidade de aprendizagem como um todo.

COMO ARTICULAR A EXPEDIÇÃO INVESTIGATIVA E O TRABALHO COM PROJETOS;

Toda comunidade Escolar Tem um Currículo e é deste mesmo currículo que nasce a PERGUNTA EXPLORATÓRIA.   A BOA PERGUNTA

1.     A Pergunta deve ser para explorar e nunca para responder questões;

2.    A pergunta Exploratória serve para sugerir ou a partir – nasce o Projeto;

3.    Nunca deve aparecer o conteúdo explicito na Boa Pergunta;

4.    Implicação na escolha do território adequado;

5.    Convite à exploração;

6.    Utilize o currículo real do professor

7.    Objetivo Geral e a Boa Pergunta em consonância, um interliga ao outro;

É na preparação da Expedição Investigativa, por meio da elaboração da Boa Pergunta que o educador faz comparecer o seu interesse em desenvolver os conhecimentos específicos previstos no currículo escolar.

A formulação da Boa Pergunta implica que o educador deve ter claro a qual campo de saberes incide o seu interesse o seu interesse de ensinar.

É importante salientar que a pergunta norteadora delimita o campo de conhecimento, mas não o objeto de conhecimento.

A EXPEDIÇÃO INVESTIGATIVA DELIMITA CAMPOS DE CONHECIMENTOS.

CAPTURAR O DESEJO EM APRENDIZAGEM.

INSTIGAR O ALUNO A PERGUNTAR.

O ALUNO COMO SUJEITO E PROFESSOR TAMBÉM.

“Quando o professor consegue que o aluno queira aprender, ele aprende mesmo se o professor não ensinar”

Expedição Investigativa: Levar o aluno para VER, OBSERVAR E EXPERIMENTAR; para só então ser capaz de responder a problemática.

A Pergunta Exploratória considera a porta de entrada para trabalhar conhecimentos implícitos no currículo escolar.

O TRABALHO COM PROJETOS

Sua principal função é possibilitar o desenvolvimento de estratégias globalizadoras de organização dos conhecimentos mediante o tratamento da informação.

Os conhecimentos não são fixados a priori pelo educador, são frutos de intensas trocas verbais entre as crianças e os adolescentes, ação que possibilita o reconhecimento dos seus interesses e de suas necessidades.

O trabalho com Projetos não deve substituir as práticas correntes nos ambientes educativos, mas deve ocupar uma parcela significativa do programa pedagógico.

Os projetos devem poder mobilizar a ação investigativa das crianças e dos adolescentes; pressupõe três momentos distintos: Inicial, Formativo e Final:

INCIAL: Diz respeito ao levantamento prévio que as crianças e adolescente sabem sobre o tema, quais são suas hipóteses e referências de aprendizagem. (conhecimentos prévios).

FORMATIVO: Organiza as questões levantadas pelo grupo e que deverão ser respondidas por de pesquisas individuais ou grupais; auxilia a explicitar os caminhos que devem ser percorrido para a aquisição de novos saberes. (irem atrás).

FINAL: Tomada de consciência tanto dos saberes aprendido, bem como dos procedimentos mobilzados para a sua aquisição. Permite avaliar o processo de constituição dos saberes das crianças e adolescente. A avaliação final é o fechamento do projeto.

IMPORTANTE: Que todos os índices sejam publicizados, afixados na sala de aula, de modo que todos possam ter livre acesso às informações durante o desenvolvimento do projeto.

COMUNIDADE DE APRENDIZAGEM: A Escola ainda que se configure como um lugar privilegiado nos processos educativos, não consegue sozinha realizar a tarefa  de formar integralmente as pessoas. (tarefa compartilhada: governo, sociedade e família).

PROJETO

APRENDIZAGEM
ATORES SOCIAIS
ATORES FORMATIVOS
ESTRATÉGIAS DE CONTATO
O que quero que os educandos aprendam
Quem poderá ser apoiador do projeto?
Que estratégias formativas utilizarão?
Como convidá-los para participar?



CURRÍCULO ESCOLAR: Articula os saberes formais escolares e os saberes apreendidos na comunidade de aprendizagem. A interdisciplinaridade é um dos fatores que favorecem a articulação dos saberes de modo a levar as crianças e os adolescentes a se interessarem pelos conhecimentos mobilizados na sala de aula.

ENTÃO VAMOS VIVENCIAR?
Ivanete Prazeres.

sábado, 24 de março de 2012

O Coordenador Pedagógico.




O Coordenador Pedagógico e Suas Práticas Pedagóogicas

1. Capítulo I

1. O PAPEL DO PROFISSIONAL COORDENADOR PEDAGÓGICO.

Todo conhecimento comporta o risco do erro e da
ilusão. A educação do futuro deve enfrentar o problema de dupla face do erro e
da ilusão. (EDGAR MORIN, 1921 p.19).

Entender o papel do coordenador pedagógico é o
objetivo primordial analisado através desta pesquisa; muito tem se discutido
com a fim de compreender melhor a função do que vem a ser o papel do
profissional denominado coordenador pedagógico. Compreendemos que o mesmo tem
como função de planejar e acompanhar a execução de todo processo didático-pedagógico
da instituição, no entanto nem sempre o executa com precisão, ou vezes não é
entendido pelo grupo que, crítica as ações do coordenador mesmo sem
conhecimento da real função do mesmo. Não para por aí a função de coordenador
implica na articulação de diversos saberes construídos pela formação
profissional e de saberes disciplinares, curriculares e experienciais. Além de
refletir constantemente sobre as mudanças na sociedade e na escola, é
instigador para o crescimento e o desenvolvimento do professor, por meio de
estudo e da crítica às teorias e práticas pedagógicas. Em resumo o coordenador
pedagógico é um profissional cuja função é: articular, coordenar, acompanhar,
supervisionar, orientar, subsidiar o desenvolvimento do trabalho pedagógico que
se envolve na escola que favoreça o desenvolvimento da aprendizagem, da ética,
da cidadania, cooperação e empreendedorismo.
Estar coordenador pedagógico em uma unidade escolar
é uma responsabilidade muito grande, pois nos torna corresponsável pela articulação
do trabalho do outro, e ainda contribuir para o aumento de seus saberes;
pensando nisto muitos dos colegas profissionais não querem passar por esta
experiência, prefere ficar a criticar, muitas das vezes sem propriedades; neste
momento o coordenador precisa ser cauteloso; considerando que as críticas
sirvam apenas
para nossa reflexão e crescimento profissional; e
que um bom coordenador deve estar pautado nos avanços da aprendizagem e não nos
fracassos, que este sirva apenas para repensar e buscar melhora.
A realidade educacional do trabalho
do coordenador pedagógico é um tema frequente em grupos. Questionam: Qual é a
função do coordenador pedagógico? -Entretanto, a despeito desta questão de
atribuições e até por desconhecimento da mesma, muitos olhares são lançados
sobre a identidade e função do coordenador pedagógico na escola, não raras
vezes pelos próprios pares e comunidade Inter e extraescolar caricaturando-o em
“modelos” distintos e cobrando-lhe a determinação do sucesso da vida escolar e
encaminhamentos pertinentes às problemáticas que se sucedem no cotidiano.
Várias metáforas são construídas sintetizando o seu papel e função na escola
com distintas rotulações ou imagens, dentre elas, a de “Bombril” (mil e uma
utilidades), a de “bombeiro” (o responsável por apagar os fogos dos conflitos
docentes e discentes), a de “salvador da escola” (o profissional que tem de
responder pelo desempenho de professores na prática cotidiana e do
aproveitamento dos alunos). Além destas metáforas, outras aparecem definindo-o
como profissional que assume uma função de gerenciamento na escola, que atende
pais, alunos, professores e também se responsabiliza pela maioria das
“emergências” que lá ocorrem, isto é, como um personagem “resolve tudo” e que
deve responder unidirecional mente pela vida acadêmica da escola. Deste
imaginário construído, muitas vezes o próprio coordenador o encampa como seu e
passa a incorporar um “modelo” característico forjado em crenças institucionais
e do senso comum. Analisando essas imagens comuns na nossa vivência de
coordenadores pedagógicos, organizamos uma pesquisa de campo de índole
qualitativa com questões semiestruturadas, tendo como sujeitos epistemológicos,
coordenadores pedagógicos da Rede Municipal de ensino de São José do Rio Claro,
na qual indaguei sobre a percepção profissional do coordenador sobre as imagens
que derivam do imaginário social da escola e da perspectiva do papel de deste
profissional para a atualidade. Nas amostras dos sujeitos (em número de 5)
percebemos uma queixa unânime sobre a sua desorientação e quase perda de
identidade profissional e constatamos que o cotidiano das escolas e algumas
crenças no seu interior inviabilizam a reflexão sobre suas práticas,
perspectivas e possibilidades de sua intervenção no universo docente. Outro
ponto relevante, apontado como uma das dificuldades do coordenador pedagógico
no desenvolvimento de seu trabalho é a definição do seu campo de atuação na
escola. Assim, por não ter claro o seu papel ou mesmo tendo claro, mas abrindo
mão dele por conta das várias ações que precisam ser efetuadas na escola,
acabam-se acompanhando o ritmo que caminha a atividades escolares e segue
assim, ora sabendo qual é o seu papel, ora tendo que fazer somente o
necessário.
Ao indagarmos sobre seu conhecimento sobre o papel
e campo de atuação na escola, os cinco coordenadores pedagógicos foram unânimes
em afirmar que uma das atribuições mais importantes é a de formação continuada,
desenvolvida junto aos professores, trabalho que necessitaria estar articulado
aos princípios pedagógicos assumidos pela escola, por meio de uma leitura
sistemática e intencional da realidade contextual. Segundo seus relatos é isso
que as comunidades intra/extraescolar esperam, entretanto, frente a inúmeras
questões que são colocadas para o profissional resolver, inclusive no caso de
ausência do restante da equipe técnica, mesmo essa atribuição não é
suficientemente desenvolvida. Desta maneira os sujeitos epistemológicos
concluem que ao término do ano, no momento da avaliação da escola e de seus
profissionais surgem respostas que causam instabilidade emocional como se a
responsabilidade pelo andamento do trabalho pedagógico da escola fosse somente
sua. Isto é comum entre nossos pares, pois os seres humanos muitas das vezes não
gostam de assumir seus erros, e procuram culpados para tudo. Então o
coordenador pedagógico é culpado pelo fracasso escolar, pelo número de alunos
retidos, pela baixa estima dos professores, pelos conflitos entres grupos.
“Pobre” está condenado ao sentimento de não realização de seu trabalho.
Observam que quando pergunto “Como foi o andamento do seu trabalho como
coordenador pedagógico neste ano?” Como respostas ouvem-se: “- foi um trabalho
com objetividade, mas não alcancei todos; de muita cobrança e pouca ajuda;
poderia ter feito mais,” sinto-me que faltou algo em meu trabalho. Fica a
indagação foi realmente feito um trabalho de coordenação pedagógica ou tais
coordenadores acima descritos apenas pela quantidade cinco, estão se
flagelando, autopunindo por ouvir críticas destrutivas; fizeram ou não seus
papéis, os resultados poderiam ser melhor? Se quiseres ser melhor foque na
vitória.
O que pensam nossos pares sobre a função do
coordenador pedagógico? Realmente eles pensam, falam e criticam; presenciamos,
ouvimos indicações como: - isto é função do coordenador, são afazeres dele,
profissionais com este perfil discursa que cabe ao coordenador “salvar a
pátria”; momentos como estes sentimos um peso muito grande, porque percebemos
que ainda não há uma verdadeira compreensão sobre qual é o verdadeiro papel do
coordenador. Em conversas informais com outros colegas, vimos relatos que
colegas acreditam ser da responsabilidade do coordenador assumir salas de aulas
na ausência do professor regente, apaziguar as brigas de pátio e assim por
diante. É claro que por falta de profissionais a gente faz; mais não que seja
nosso papel.
1.2 O BOM COORDENADOR PEDAGÓGICO E O COORDENADOR EFICIENTE.

O primeiro passo, para se tornar um coordenador pedagógico eficiente é conhecer a realidade de
cada professor, e à medida que forem ocorrendo às aulas conhecer também os
alunos da escola. Quando busco conhecer o outro, posso entender as respostas
que ele me dá, ao contrário ficarei questionando sempre; ele poderia me oferecer
mais ou não? Para isso preciso ter alma de educador. Não basta ser
apenas um bom coordenador, bonzinho, não chama atenção, tudo está bom, o que
não está vamos dar um jeitinho para melhorar, e assim vai passa a mão na cabeça
aqui e ali. A educação precisa de coordenador eficiente, que entende o ser
humano como um ser construção, porém que tem muito a oferecer; que saiba dizer
sim, e saiba melhor ainda dizer não; proativo em suas ações, aberto ao novo e
pronto a aprender sempre e ouvir seus pares.
Como coordenadora efetuo as seguintes ações:
planejar e executar a formação continuada dos professores, atendimento às
famílias nos casos de indisciplina, violência ou dificuldade de aprendizagem;
semanalmente as reuniões pedagógicas são enriquecidas com textos, sugestões do
grupo, comentários, filmes, livros e estudos. O dia-a-dia, atendimento nos
intervalos das aulas, visita as salas de aulas para conversas, contar
histórias, identificar problemas, busco gerar um ambiente propício para que o
aluno seja verdadeiro; ofereço atividades extracurriculares que ajudem no
aprendizado. Oferto pesquisas para incrementar as aulas dos professores;
sugestões de atividades para melhorar a aprendizagem dos alunos, sugestões de
bibliografias para serem lidas; mensagens de autoestima, publicações de
projetos e atividades feitas com alunos no Blog da escola. Busco fazer jus ao
título de coordenadora pedagógica, pois acredito que um professor bem orientado
pode fazer a diferença na vida do aluno.
O bom professor é o que consegue, enquanto fala
trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é um
desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam não dormem. Cansam
porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas,
suas dúvidas, suas incertezas. ( FREIRE, 2002; p. 15.).
Ao buscarmos sermos eficiente, nos tornamos bons,
isto sim importa, estaremos assim contribuindo para uma formação de cidadãos
mais felizes, e ao serem felizes farão outras pessoas também. Então valeu muito
a pena nosso trabalho.

1.3 O COORDENADOR PEDAGÓGICO ATUANTE NO DESENVOLVIMENTO DA APRENDIZAGEM.

A esperança de que professor e alunos juntos
podemos aprender, ensinar, inquietar-nos, produzir e juntos igualmente resistir
aos obstáculos a nossa alegria. (FREIRE, 1996, p.72)

Em consonância, professor e coordenador juntos e de
acordo com suas especificidades são capazes de entender a realidade dos
aprendizes, primeiro tendo como objetivo imediato à construção do
desenvolvimento do aluno, e segundo, o foco do trabalho docente que, por sua
vez, conhece e domina os conteúdos sistematizados do processo de ensinar e
aprender, enquanto que, o coordenador detém conhecimentos acerca das atividades
e das formas de encaminhar esses saberes, levando em consideração as condições
subjacentes daqueles que aprendem: os alunos, ora também ensina.
Considerando a preocupação da escola, cuja função
social é favorecer a construção do saber e a formação de sujeitos autônomos e
críticos, entende-se que para haver um bom desenvolvimento da aprendizagem dos
alunos é preciso que todos estejam envolvidos: diretor, coordenador, professor
e família. A escola promove a educação através do ensino com qualidade,
inserida na comunidade e recebendo desta um apanhado de conhecimentos sociais.
Mesmo que isso aconteça de forma lenta, é importante investir nesta relação de
entendimento entre os profissionais da educação, para que assim aconteça uma
aprendizagem significativa entre educando e educadores e todos se desenvolvam,
construindo assim seus saberes.
O coordenador visto como um professor experiente,
com anos de carreira, precisa tomar cuidado para ser visto como aquele que vai
solucionar as dificuldades de aprendizagem de todos os alunos, fala de uma e ex-coordenadora
de anos atrás: _ Eu fui uma coordenadora pedagógica que fiz meu papel, tomei
leituras dos alunos, tomei tabuada, apliquei provas, fiz tudo para recuperar
alunos com dificuldades até aulas de reforço eu cheguei a dar. E aí, como
ficaram as intervenções juntos aos professores? Os momentos de estudos,
pesquisa?
Diante das inovações e cobrança fica complicado
você acreditar que ações como estas foram as mais acertadas, pode até ser que
naquela época deu certo, mas com certeza os tempos mudaram, as crianças
mudaram, os professores mudaram e eu também já não sou mais a mesma. E sendo
assim, procuro estar atenta aos avanços tecnológicos e intelectuais da
sociedade, é necessário conhecer o outro, ao contrário não saberei tratá-los.
Como relata o Paulo Freire, (1997; p.81), “Como educador preciso de ir
“lendo” cada vez melhor as leituras do mundo que os grupos populares com quem
trabalham fazem de seu contexto imediato e do maior de que o seu é parte”.
Se ignorar o saber do outro como posso avaliá-lo, fica claro que coordenadores
pedagógicos não podem de maneira alguma desconsiderar o saber de experiência do
outro, e nem do aluno sem antes conhecer qual é a leitura de mundo que o traz
na bagagem.

1.4 GESTÃO E PARTICIPAÇÃO PEDAGÓGICA: UMA AÇÃO COLETIVA

Como educador preciso ir lendo cada vez melhor a
leitura do mundo que os grupos populares com quem trabalho faz de seu contexto
imediato e do maior de que o seu é parte. ( FREIRE, 1996; p. 81)

Construir um ambiente democrático não é tarefa
fácil e, por isso, não é serviço para apenas um elemento. “Um líder partilha
suas habilidades de modo a gerar uma “liderança em cadeia”“. (ALMEIDA; 2008 p. 24). Quem ocupa cargos de liderança – como diretor
ou coordenador pedagógico – precisa despir-se do posicionamento
predominantemente autocrático para possibilitar o desenvolvimento de um clima
em que todos contribuam com ideias, críticas, encaminhamentos, pois a gestão e
participação pedagógica pressupõem uma educação democrática, ou seja, envolve
muito mais do que estabelecer o que é urgente e prioritário (é claro que isto
terá que ser discutido), mas se assenta nas dimensões do ouvir, sugestionar em
benefício do coletivo, revisitar posicionamentos, quando necessário, e primar
pela análise e desdobramento do que é imprescindível para o processo
ensino-aprendizagem discente, da formação do professor e das metas que a escola
se propõe em determinada situação ou realidade escolar.
É preciso evidenciar e garantir espaços e tempos
para o debate, todos precisam se posicionar dá suas opiniões. No dia-a-dia
escolar existem muitas oportunidades para isso, como nas reuniões pedagógicas e
conselho escolar, assim, gestores e os coordenadores pedagógicos, dentro deste
contexto têm um importante papel de articular e fomentar saberes e fazeres da
escola, atribuindo trabalhos e a serem feitos para o bom desenvolvimento da
aprendizagem de todos envolvidos na comunidade escolar.
A dimensão do trabalho coletivo e da construção
coletiva do projeto pedagógico: ficam cada dia mais evidentes, a dificuldades e
a ineficácia do trabalho isolado. É em torno de um projeto de escola, com
claros objetivos de formação do aluno e do cidadão, que professores, diretores
e outros profissionais da Educação devem-se congregar para um trabalho
significativo junto aos alunos. (SILVA, 2007, p.27)
O Coordenador Pedagógico é um profissional deve
valorizar as ações coletivas dentro da instituição escolar, ações essas devem
estar vinculadas ao eixo pedagógico desenvolvido na instituição. Ao participar
da construção do Projeto pedagógico escolar o CP precisa analisar as propostas
de trabalho coletiva dos docentes, orientandos a inovar, e assim estar
provocando a aprendizagem. A consciência coletiva não surge naturalmente, ou
mesmo como a primeira das prioridades em muitas realidades educacionais, pode
surgir de uma resposta a uma problemática que só pode ser conduzida pela
participação de todos, por suas interações e decisões coletivas; outras vezes é
estimulada pelo posicionamento democrático CP que buscam no coletivo a
legitimidade da vontade de todos. O ato educativo não acontece somente numa
mão, isto é, do professor que ensina para o aluno que aprende, o professor
ensina e ao mesmo tempo aprende e vive versa; e de forma mais sistematizada da
interação do professor com outros professores e pares. Neste momento a figura
do CP torna-se mais uma vez fundamental, precisa estar conectado aos
desenvolvimentos da aprendizagem, para poder discutir orientar com
propriedades. É exatamente por isso que defendemos uma educação crítico-reflexiva,
com certeza torna-se bem produtivo quando façamos juntos, lutamos juntos por
uma mesma causa – uma educação de qualidade com gestores, coordenadores que
visam melhores qualidades de vida através dos ensinamentos.


2. Capítulo II

2.1 PRÁTICAS EDUCATIVAS DO COORDENADOR PEDAGÓGICO
FRENTE ÀS APRENDIZAGENS.

O coordenador pedagógico é membro do coletivo de
profissionais do ciclo e deve atuar efetivamente com o professor regente e o
professor articulador no desenvolvimento dos processos de aprendizagem dos
alunos nos ciclos de formação. (ESCOLA CICLADA; 2000; p.60).

Compreende-se, que o
coordenador pedagógico precisa ser pesquisador e analistas de onde estão as
dificuldades do professor e do aluno, para isso é necessário estar sempre
estudando e atualizados, para obter argumentos que possam dar uma explicação
para as lacunas das dificuldades existente dentro da instituição escolar. Se
sentindo preparado para auxiliar pedagogicamente, é hora de elaborar planos de
ação para atuar juntos aos professores com o intuito de prevenir os fracassos
educacionais devido a não aprendizagem dos alunos.
Batalhar para que o professor possa ensinar com
prazer para que por isso seu aluno possa aprender com prazer, tender a
denunciar a violência encoberta e aberta, instalada no sistema educativo,
(ALICIA FERNÁNDEZ; 1991; p. 81).

O CP exerce um papel que exige muito cuidado e
atenção, além de outras várias competências; hoje é comum encontrarmos a
violência presente em várias ações do professor com aluno e vice-versa. Para
evitar estas atitudes o coordenador orienta os professores sobre as melhores
ações frente a quaisquer atitudes. O CP através de um plano de trabalho
acompanha o desenvolver do professor frente a seus alunos que precisam
desenvolver a aprendizagem.

O professor tem um lugar importante na construção
da aprendizagem. As atividades que ele realiza ajudarão na maturação do sistema
nervoso central e na estruturação psíquica e cognitiva para que funcionem de
acordo com as exigências do meio. A importância do professor que orienta os
estudantes é muito grande. Eles têm que saber como as atividades que realizam
com as crianças favorecem a sua maturidade. Por isso, um estudante não só deve
saber o que fazer e como fazer, mas também para que está fazendo. (TERÁN; ANO, p. 86).
O CP deve ser o especialista nas diversas didáticas
e parceiro mais experiente do professor; ele responde por este trabalho junto
ao diretor, formando uma relação de parceria – cumplicidade para juntos
transformar a escola num espaço de aprendizagem. Com uma capacidade de
distinguir os pressupostos e procedimentos na prática ele realiza seu trabalho
de orientador, pesquisador e interventor no processo de ensino-aprendizagem.
Exercer a função de CP ou mesmo se professor requer dedicação e disponibilidade
para aprendê-lo, como diz:

[...] Venho tentando ser professor, assumindo
minhas convicções, disponível á boniteza da prática educativa, instigado por
seus desafios que não lhe permitem burocratizar-se, assumindo minhas
limitações, acompanhadas sempre de esforço por superá-las, limitações que não
procuro em nome do respeito em que me tenho e aos educandos. (FREIRE; 1996; p.
71).

Diante do quadro, entende-se a necessidade da atuação organizada do
coordenador pedagógico: - resolução de problemas; - prevenção de situações
problemáticas e promoção de situações saudáveis do ponto de vista educativo e sócio
afetivo. Com estas três bases para desenvolver o trabalho educacional
pedagógico o CP terá sustentação e afinco em suas ações.
São tantas as competências do CP que muitas das
vezes sente-se cansado, um pouco arredio a tantas cobranças que parte dos
superiores; todos cobram; querem uma escola de sucessos, com alunos estudiosos
interessados no aprendizado, professores envolvidos com uma educação de
qualidade; comunidade escolar dinâmica, essas são pontuações avaliadas no
contexto do trabalho do coordenador; e ainda todos querem que a escola em si
seja uma espécie de escada que conduz a um andar superior, a uma melhoria de
vida; o que às vezes as pessoas não somam é que este esforço não é só do coordenador
pedagógico e sim de toda a comunidade escolar, sozinho o CP não irá a lugar
algum, é preciso um envolvimento de todos.
Saber que não posso passar despercebido pelos
alunos, e que a maneira como me percebam me ajuda ou desajuda no cumprimento de
minha tarefa de professor, aumento em mim os cuidados com meu desempenho. (FREIRE; 2002; p. 16).

Por mais árduo que seja o trabalho do CP, ele
precisa tomar posições que favoreçam o desenvolvimento da aprendizagem, nem
sempre é compreendido pelos colegas, no entanto estando embasado teoricamente e
objetivando o bem comum deve continuar atuando de maneira a propiciar a
aprendizagem.
2.2 FORMAÇÃO CONTINUADA DOS EDUCADORES.

Planejar a formação individual é uma função do
coordenador pedagógico, pois ele precisa ser um professor informado e
qualificado quantos aos conhecimentos educacionais; e além de estar preparado
para atuação na função de CP; deve estar apto a auxiliar e trabalhar a formação
continua de seus professores. Ao objetivar a formação contínua dos professores,
tomando-os como sujeito de suas ações, fica claro os objetivos destes estudos
onde refletir a proposta de aprendizagem, as direções do trabalho e o saber docente
referente ao ensino/aprendizagem é pauta fundamental.
É fundamental que na prática da formação docente, o
aprendiz de educador assuma que o indispensável pensar certo não é presente dos
deuses nem se acha nos guias de professores que iluminados intelectuais
escrevem desde o centro do poder, mas, pelo contrário, o pensar certo que
supera o ingênuo tem que ser produzido pelo próprio aprendiz em comunhão com o
professor formador. (FREIRE; 2002; p.7)

A educação é um processo lento, que precisa ser
testado, moldado, a todo instante até que chegue ao ponto de dizermos houve
aprendizado, tantos dos educadores como dos educandos; para haver uma
aprendizagem, principalmente de formação contínua o eu está envolvido na vida
do outro, num processo de inter-relação, o CP, completa pedagogicamente o
pedagógico do professor regente, no entanto só é possível se houver colaboração
de todos de forma saudável.
Pensar na formação docente, também leva em
consideração os resultados da aprendizagem dos alunos, com isto ficam nítidos
os papéis que cada um desenvolve na escola; o aluno, sujeito do processo
educacional, necessita de uma escola viva, crítica, libertadora. Com base
nestas considerações cabe aos profissionais questionar o tipo de aluno a escola
quer formar, para que se decidam em conjunto quais habilidades precisam
desenvolver com estas crianças.
O CP precisa estar atento aos desenvolvimentos da
aprendizagem dos alunos e docentes, professores estudiosos verso alunos que aprendem
mais; professores desestimulados alunos com maiores dificuldades de
aprendizagem; isto fica claro quando estudamos um pouco sobre as questões do
cérebro; aonde vimos explicações através de teste que comprova que quando
estamos felizes, produzimos mais dopamina, substância do prazer, e ao estarmos
alegre aprendemos com mais facilidades, então é importante saber levar o aluno
manter-se em atividades adequadas para maximizar a ação de seu hemisfério
cerebral direito e esquerdo, com atividades que lhe dão prazer. As sensações do
organismo infantil passam para uma etapa de fantasia, e antes do processo de intelectualizacão,
a criança aprende mais de dois terços de tudo o que deve aprender durante a
vida. A criança passa por um processo de abstração é quando nos estabelecemos
como um dos princípios da aprendizagem o aprender brincando, propomos a fazer o
individuo voltar à fase anterior a intelectualização, quando aprendia com
facilidade, quando se diz que o homem é lúdico, devemos interpretar isso, como
o que lhe causa dor e buscando o que lhe dá prazer.
Aprender é um processo de superação continuam de
contradições, inconsistências internas e de lacunas. Por isso mesmo, aprender é
uma atividade de risco, por que contem a possibilidade de errar como parte
inerente do processo e como algo indispensável para os progressos anteriores.
(ESCOLA CICLADA. 2000; p.153).
A aprendizagem normal dá-se de forma integrada no
aluno: no seu pensar, sentir, falar e agir. Devemos estar atento, pois a
aprendizagem pode ser apresentada através de ações dos alunos que venha a
surpreender-nos, pois ele pode desenvolver habilidades que o faça crescer seu
intelecto a todo o momento, facilitando a concretização da aprendizagem. Para
que este processo seja respeitado, coordenadores pedagógicos e professores
precisam estar atentos, para que no momento certo todos desenvolvem seu saber.
[...] buscando ancoragem em valores atuais,
considerando a realidade social na qual se está inserido. Por exemplo: como
trabalhar conceitos elementares como “família”, baseados apenas na família
tradicional – pai – mãe e filhos, quando se
percebe a formação de casais até mesmo por pessoas do mesmo sexo, filhos que só
conhecem suas mães e outros ainda
que não
tem pai, nem mãe (ESCOLA CICLADA. 2000, p. 164).
A função do coordenador pedagógico é a de planejar
e acompanhar a execução de todo o processo didático-pedagógico da instituição,
tarefa de importância primordial e de inegável responsabilidade e que encerra
todas as possibilidades como também os limites da atuação desse profissional.
Quanto mais esse profissional se voltar para as ações que justificam e
configuram a sua especificidade, maior também será o seu espaço de atuação. Em
contrapartida, o distanciamento dessas atribuições seja por qual motivo for,
irá aumentar a discordância e desconhecimento quanto às suas funções e ao seu
papel na instituição escolar.
Toda prática educativa demanda a existência de
sujeitos, um que, ensinando, aprende outro que, aprendendo, ensina daí o seu
cunho gnosiológico; a existência de objetos, conteúdos a serem ensinados e
aprendidos; envolve o uso de técnicas, de materiais, implica em função de seu
caráter diretivo, objetivos, sonhos, utopias, ideais. (FREIRE, 1996, p. 69 e 70).
Segundo
Fernandez (1991; P.32);
“Para aprender é necessário um ensinante e um aprendente que entrem em
relação”. Então ficam algumas perguntas para nós enquanto ensinantes, qual
a relação que mantemos com nossos alunos? Ou as dificuldades de aprendizagens
estão vinculadas só no aprendente? Entendemos que dúvidas como estas devem ser
analisadas partindo dos dois personagens: professor x aluno; Na perspectiva de
soluções, almejando solucionar situações que possa desvincular uma dificuldade
de aprendizagem e sim preveni-la; Convicto de que o melhor é a prevenção. Isto
é claro quando está ao nosso alcance. Também não podemos nos frustrar querendo
dar um jeitinho, concertar tudo de “atrapalhado” que depararmos, mas vamos,
como educadores que somos fazer nossa parte, contribuir para uma boa educação.
É importantíssimo conhecer o nosso aluno, sua
historia de vida reconstruindo com ele um jogo de fatos e significados
diversificados, proporcionando o conhecimento da simbolização, facilitando o
entendimento sobre quais serão os mecanismos que o aluno venha necessitar para
mergulhar no mundo letrado e compreender a dimensão da leitura na vida humana.
Nessa
óptica de conhecimento, fecho aqui essa ideia acreditando que quando se
conhecermos mais de perto nossos alunos poderá fazer um trabalho voltado às
necessidades do individuo o que o torna mais prazeroso. Da mesma forma enquanto
CP, ao conhecermos melhor cada um dos nossos professores, seus anseios, seus sonhos,
seus medos é possível fazermos uma caminhada mais objetiva e bem mais sucedida.
O pressuposto de que construir a identidade de um
local e construir-se nele seu escultor é realizar uma prática em que se busca o
significado do papel e exercício da cidadania e da própria humanidade, pois, a
vivência escolar e o desenvolvimento do trabalho pedagógico sustentam-se nos
intercâmbios e nas aprendizagens comuns, respeitando-se a diversidade de
conhecimento.
A formação contínua de educadores que atuam na
escola básica será mais bem-sucedida se a equipe escolar, liderada pelos
diretores e coordenadores (pedagógicos, de áreas, cursos e períodos), encará-la
como e condição básicos para o desenvolvimento profissional dos trabalhadores
em educação. (FUSARI, 2007; p.22)
Cabe ao coordenador pedagógico, juntamente com
todos os outros educadores, exercer o “ofício de coordenar para educar” também
aqui no sentido de possibilitar trocas e dinâmicas da própria essência da
aprendizagem: aprender a aprender e junto com, essência do que se concebe como
formação continuada de educadores. Não se trata de imaginar que cabe ao
coordenador sozinho realizar tantas tarefas, mas de compreender que este,
estando a serviço do grupo no encaminhamento dos objetivos de buscar a
superação dos problemas diagnosticados, possa promover a dinâmica coletiva
necessária para o diálogo. O coordenador pode se organizar para o cumprimento
desta tarefa seguindo, por exemplo, estas orientações:
- Dispondo-se certa ordem e método as ações que
colaboram para o fortalecimento das relações entre a cultura e a escola;
- Organizando o produto da reflexão dos
professores, do planejamento, dos planos de ensino e da avaliação da prática;
- Arranjando as rotinas pedagógicas de acordo com
os desejos e as necessidades de todos; e ligar e interligar pessoas, ampliando
os ambientes de aprendizagem.
Fica evidente, então, que no processo de formação
do especialista em coordenação pedagógica, é indispensável estudo de teorias e
práticas para que haja um direcionamento de suas ações. A prática sem a teoria
ela não tem sentido científico, então não se solidifica, já com sua prática
construída através de experiência vivida e presenciada então é hora de
confrontar com as teorias existentes e mais aceita em cada realidade escolar;
buscando assim conhece-la em sua essência o coordenador tem vez e voz pra
trabalhar uma formação continuada com seu grupo de professores.
2.3 VISÃO E PAPÉIS DO PROFISSIONAL COORDENADOR PEDAGÓGICO.
Sobre a luz visionária de estudiosos que discutem
quais competências deve buscar desenvolver e aperfeiçoar o trabalho do CP,
diante de tantas funções que o mesmo desenvolve, muitas delas não são de sua
competência, no entanto por ienes motivos acaba que sobrando para o CP; e aí?
Como profissional da educação, compromissada por uma educação de qualidade,
envolve em tantos afazeres e o pedagógico fica a esperar. Quando isto acontece
o trabalho do CP, não é bem visto, pois desenvolve funções que não é de sua competência
e deixa a desejar as reais que lhe cabe.
O coordenador pedagógico por muito tempo foi
considerado e visto como fiscalizador, supervisionava os trabalhos dos
professores, como sabia que não era bem visto pelos seus pares, isto não
contava, preocupava-se em observar como era desenvolvida as aulas; como se o
foco fosse os pontos negativos presente no processo de ensino-aprendizagem;
isso era aceito dentro da ótica fiscalizadora e não como orientadora e parceira
ao desenvolvimento da aprendizagem.
Diante de “diversos” papéis do CP; que se impunha;
há as prioridades como, por exemplo, empenhar-se para um bom desenvolvimento
das habilidades do professor, através de orientações que podem ocorrer em
reuniões pedagógicas ou formação contínua. O CP funciona como uma peça
importante no processo pedagógico dentro da escola. A educação passa por várias
mudanças, o CP precisa estar antenado a elas; não se limita somente em
políticas educacionais, há mudança na sociedade, implica diretamente dentro da
instituição escolar. Como instigador ao crescimento e desenvolvimento
intelectual do professor, por meio de estudo e da crítica as teorias e práticas
pedagógicas e não se esquecendo de articular o Planejamento Político Pedagógico
da escola, (PPP); em um trabalho coletivo, todos devem se empenhar na
reelaboração deste plano de trabalho.

O trabalho do professor-coordenador é fundamental
um trabalho de formação continuada em serviço... É por si só complexo e
essencial, uma vez que busca compreender a realidade escolar e seus desafios,
construir alternativas que se mostrem adequadas e satisfatórias para os
participantes. (GARRIDO; 2007, p. 9)
Com a função de planejar e acompanhar a execução de
todo processo didático-pedagógico da instituição, num constante trabalho de articulador
e coordenador os processos educacional escolares, sendo capaz de atuar e
compreender as dimensões que estruturam e definem a escola de modo a garantir
um bom desenvolvimento escolar. Assim devem acontecer as ações do CP; um
encontro natural teórico com a prática; ser um instrumento de transformação da
realidade, incentivar o trabalho coletivo, espalhar um sentimento de esperança
no grupo; envolver todos para um objetivo comum. Acima de todas estas ações
devemos como coordenadores ser um canal de participação efetiva, superando as
práticas autoritárias e/ou individualistas e ajudando a superar as imposições
ou disputas de vontades individuais, na medida em que há um referencial
construído e assumido coletivamente. A contento trabalhar efetivamente para
aumentar o grau de realização e, portanto, de satisfação de trabalho.
Compreendo que como Coordenadora Pedagógica,
preciso ser uma profissional mediadora, articuladora dos saberes educacional;
sempre atuante; tendo em vista um planejamento coletivo e interdisciplinar,
integrando-se as práticas as experiências obtidas dentro ensino; coletando uma
visão real das necessidades da educação hoje; um trabalho desenvolvido desta
forma com certeza vai contribui muito para a interação social da escola, e para
o bom desenvolvimento de todos os envolvidos na educação.


3. Capítulo III

3.1 COORDENADOR PEDAGÓGICO: TRAÇANDO CAMINHOS NA
ESCOLA.


‘Coordenar’ é
organizar em comum, é prever e prover momentos de integração do trabalho entre
as diversas disciplinas, numa mesma série, e na mesma disciplina, em todas as
séries, aplicando-se a diferentes atividades, a exemplo da avaliação e da elaboração
de programas, de planos de curso, de seleção de livros didáticos, da identificação
de problemas que se manifestam no cotidiano do trabalho, solicitando estudo e
definição de critérios que fundamentam soluções. (Rangel 2008, p. 76)


Para Freire (1991, p.58) “Ninguém
nasce educador ou marcado para ser educador”. “A gente se forma como educador,
permanentemente, na prática e na reflexão da prática.” Segundo o próprio
autor, a Formação Permanente é uma conquista da maturidade, da consciência do
ser; cada um deve buscar sua própria formação; ela não tem ponto final, apenas
vírgula que permite a reflexão e a compreensão; que responde se estamos no
caminho certo ou não. Quando a reflexão permear a prática, as ações terão
mudanças, compreende-se que houve um aprendizado. A formação continuada, muitas
das vezes criticada, no entanto ela é que proporciona uma atualização das
mudanças no mundo da educação, também permite que o homem se mantenha vivo,
energizado, atuante no seu espaço histórico, crescendo no saber e na
responsabilidade. Eu costumo dizer aos professores que trabalham comigo: -
“Para viver é preciso estar sempre construindo algo, uma nova casa, um novo
amor, um novo saber”; é triste vermos discursos de educadores baseado somente
no saudosismo, ou em falas que já foram superadas por outras atuais,
professores que não estudam, coordenadores que não buscam, estão com seus dias
contados; diante das inovações tecnológicas e educacionais é emergente estar em
constante formação.
No meu
cotidiano enquanto coordenadora pedagógica e desempenho uma
função essencial, pois não vejo a escola caminhando pedagogicamente bem sem a
presença do CP. A importância no universo escolar dá-se pelo fato de atuarmos
nas funções de: articulador, o mediador das relações
pais/professores/alunos/diretoria, evitando o desgaste que possa vir a
acontecer entre estes que fazem parte da escola. Vejamos:
Esse trabalho é por
si só complexo e essencial, uma vez que busca compreender a realidade escolar e
seus desafios, construir alternativas que se mostrem adequadas e satisfatórias
para os participantes, propor um mínimo de consciência entre as ações
pedagógicas, tornando-as solidárias e não isoladas ou em conflito uma com
as outras. (GARRIDO, 2007. p. 9).

A
partir dos estudos sobre as práticas do CP, em confronto teoria e prática,
vários ponto pode ser analisados por mim durante todo este curso e agora tendo
a oportunidade de elencá-los neste TCC, para que sirvam de reflexão tanto a mim
quantos a outros que o lerem; seguem abaixo algumas orientações das práticas
que os coordenadores precisam se orientar, sempre em confronto teórico, para
que tenham firmeza em suas ações no contexto educacional;
Ø Pesquisa a observação in loco, no contexto singular da
sala de aula;
Ø Dinâmica dialética
entre a teoria e a prática, buscando compreender os critérios que norteiam o fazer
pedagógico do professor e a fundamentação teórica que respaldam suas ações;
Ø Reflexão sobre a
prática embasada em um referencial norteador das ações pedagógicas;
Ø Interferência profissional,
no sentido de uma atuação eficaz mediante o universo complexo e desafiador da sala
de aula.
Ø Percepção sobre o referencial teórico dos professores e
suas vivencias no próprio processo escolar;
Ø Se informar sobre o livro didático como recurso nas
aulas, sendo usado como apoio na construção dos conhecimentos;
Ø Agendar encontros para análise da prática observada e
estudos, onde se prioriza referenciais teóricos voltados para a temática da
relação teoria prática e da importância do profissional reflexivo;
Ø Envolver os professores a fazerem a relação com seu
próprio fazer pedagógico na sala de aula.
Ø Orientar os professores a reconstruir/construir as
competências profissionais;
Ø Desenvolver a
capacidade de questionar, de atualizar a prática, de teoriza-la de negociar, de
tomar decisões, como resultados de reflexões fundamentadas e como estratégias
para inovações curriculares, incentivando o professor para encarar a sala de
aula, a escola, como um “espaço de pesquisa” do seu fazer pedagógico e das consequências
desse fazer no aluno, na escola e na sociedade, quebrando o estigma do
professor/pesquisador apenas produtor do saber acadêmico institucionalizado, ou
da pesquisa que leva a um cientificismo desconhecedor do universo da sala de
aula.

A Coordenação Pedagógica, desempenhada pelo pedagogo
escolar, responde pela viabilização do trabalho pedagógico-didático e por sua
integração e articulação com os professores, em função da qualidade do ensino
(considerando o ideal e o possível), ajudando-os a conceber, construir e
administrar situações de aprendizagens adequadas às necessidades educacionais dos
alunos (LIBÂNEO, 2006, p. 373).


Trabalhar com aprendizagem envolve um contínuo movimento de reflexão, um reajuste
cotidiano de nossos próprios processos. Para que possamos ensinar nossos
alunos, precisamos rever nosso próprio modo de aprender, nosso modo de
construir a experiência. Entretanto, aprendizagem insere-se em um contexto
complexo, no qual a necessidade vai muito além da transmissão de conteúdo para
os alunos. Equiparando o fazer pedagógico de ontem com hoje, é notável a
evolução que vem acontecendo dentro da educação, às aulas estão diferenciadas, percebe-se
que os professores estão em busca de uma melhor forma de interagir os
conhecimentos necessários à formação discente, seja na metodologia utilizada,
na preocupação e solicitação de ajuda por parte de outros colegas, na pesquisa
(suporte teórico) através da busca em outros livros, na internet, na dialética
entre outros. Com certeza há uma inquietação permeando o fazer pedagógico. Isso
é bom, enquanto nós educadores estamos inquietos, buscando o equilíbrio é certo
que acreditamos em uma educação melhor e que podemos fazer algo para melhorar.
Para
isto, é preciso que a formação continuada em serviço se consolide como uma
política permanente de formação dos profissionais que atuam na escola, de forma
integralizada e possam ser avaliadas permanentemente com o foco direcionado as
peculiaridades de cada escola, de cada sala de aula, de cada professor.
O que
temo é; ouvir professores que dizem que a teoria na prática não funciona isto
deixa claro que o mesmo não tem conhecimento teórico algum, e se o tem jamais
faz uso, prefere ficar na mesmice praticada a tempo por ele. Ao considerar todo este quadro em que parece haver um abismo
entre teoria e prática, e que quem é responsável pela prática parece não
conhecer a teoria; tenho a impressão de que a reforma tão desejada por todos,
no ensino está cada vez mais longe de ser realizada. Em contrapartida, há
também a impressão de que, se esses mesmos profissionais que fazem e vivem a
educação dessem maior importância às teorias, completassem e criticassem
construtivamente essas teorias com as suas considerações sobre a própria
prática (reflexão) e praticassem essa teoria sempre refletindo sobre suas ações,
a reforma tão almejada ficaria bem mais próxima da realidade.

Assumir-se como
ser social e histórico como ser pensante, comunicante, transformador, criador,
realizador de sonhos, capaz de ter raiva porque capaz de amar. Assumir-se como
sujeito porque capaz de reconhecer-se como objeto. (FREIRE, 2002, p. 8)

Daí a importância da reflexão
sobre a ação e da reflexão sobre a reflexão na ação, bem como a de saber ser
não apenas objeto, mas sujeito da história que pode e deve transformá-la, ou
seja, é de extrema relevância podermos saber que tudo o que está aí não é
determinado, por isso pode ser reformulado, alterado, bastando para tanto que
não nos esqueçamos da nossa responsabilidade e atuemos sinceramente e de
espírito aberto em busca da imprescindível mudança.
Analisar a prática é uma expressão que ouvimos com tanta
assiduidade que, como tantas outras em nosso campo profissional, correm o grave
perigo de perder o sentido. Como coordenadora inovo a partir da detecção das dificuldades
ou carências que vejo a necessidade de uma mudança; é claro que não é fácil,
quando se trata de envolver o outro; há aquele momento que é preciso parar, se
colocar no lugar do outro, e ainda há aqueles que não querem mudar, se acham
completos. Outra vez entra as intervenções do CP; que dispõe de suas
habilidades para trazer ao novo os que se encontram dispersas e sem estímulos
para aprendê-lo.
Nós profissionais, avançamos
na medida em que compreendemos e fundamentamos o que fazemos, na medida em que
podemos refletir sobre isso e encontrar os motivos de nossa atuação.
Por vezes, encontramos
caminhos reais e possíveis frente às situações-problemas que se apresentam;
contudo, muitas vezes, deparamo-nos com dilemas que nos desafiam a agir de forma
inusitada até mesmo para nossa própria maneira de ser e de fazer. Percebemos
que a fórmula mágica de antigamente não se adéqua a àquilo que precisamos
resolver. Notamos que algo precisa ser diferente, ou melhor, que precisamos
mudar nossa maneira de responder às questões que a vida nos apresenta. Vamos
ver como funcionava a prática do CP, nos tempos remotos em que se limitava a
agir como inspetor, vigiando aqui e ali, seu papel era confundido com o de um
supervisor. Daí importância de embasamento teórico e das práticas inovadoras, para não cair nas simplicidades funcionais
dos antigos CP, que tinham com função o diz o teórico abaixo:
(...) a coordenação limita-se à vigilância do recreio,
à elaboração dos horários, à divisão de algumas tarefas de interesses geral,
como, por exemplo, a manutenção da máquina de fotocópias, os primeiros socorros
(...). A coordenação estende-se eventualmente à organização de uma festa anual
ou de uma jornada esportiva (PERRENOUD, 2000, p. 104).

Que lições devemos extrair da
citação acima? Sem dúvida, convém ressaltar a preparação para a prática
reflexiva, para a inovação e para a cooperação; sem estas ferramentas a práxis,
corre um sério risco de retroceder os avanços que obteve através destes estudos
e outros veículos de formações.

3.2 O SABER FAZER E APRENDER DO
COORDENADOR PEDAGÓGICO NO UNIVERSO ESCOLAR.

... aprender
não é coisa de gente especial, mas um potencial do ser humano, em particular de
professores. (DEMO. 2000. P. 22)

Importante
é sabermos que teoria e prática sempre andam juntas, mesmo que não tenhamos
muita certeza sobre as teorias que estão influenciando nossa prática. Toda ação
humana é marcada por uma intenção, consciente ou inconsciente. Sempre poderemos
encontrar aspectos teóricos em nossas ações, ou seja, aspectos de vontade, de
desejo, de imaginação e finalidades. Sempre poderemos analisar nossas ações
perguntando-nos pelas intenções que as cercam. Para que haja, porém, uma
relação refletida, consciente, entre teoria e prática precisa de um esforço
intelectual, um esforço do pensamento e da reflexão, para planejarmos as etapas
previstas nas teorias ou na teoria que desejamos assumir e para avaliarmos se
as práticas por nós implementadas estão adequadas às nossas intenções teóricas.
A
prática educativa nos dias atuais extingue da função de controle e fiscalização
do trabalho do professor, pois demanda por cooperação e interatividade,
exigindo do coordenador pedagógico formação, competência e engajamento. Diante
das discussões expressas, entende-se que a supervisão escolar nasce de uma
função, mas evolui para uma profissão responsável por uma educação
referenciada. A coordenação pedagógica surge da função autoritária de controle
e, posteriormente, começa a se perceber como elemento chave para a mediação das
práticas educativas escolares na contemporaneidade, o que exige dela o reconhecimento
das urgências cotidianas, a consideração da sua incompletude, o respeito às diferenças,
o fortalecimento da escuta e a formação continuada de professores. Dessa
forma, espera-se que o Coordenador Pedagógico favoreça a organização dos atores
e dos processos da escola, com atitude crítica e reflexiva, fazendo uso dos
saberes adquiridos na sua formação acadêmica e na experiência profissional, com
o intuito de nortear as relações existentes no ato de aprender e ensinar,
transformando a escola num espaço onde se coordena o saber fazer e o saber
aprender.
Muitas
das vezes nos deparamos conosco mesmo, praticando ações que fogem totalmente
das reais funções que nos cabem como coordenadores momentos como estes
precisamos voltar e embasarmos teoricamente em autores para não cairmos em
erros que já devem ser superados. Com os saberes aflorados o CP, precisa saber
analisar ações do dia-a-dia, identificando aspectos que podem e devem ser
aperfeiçoados ou melhorados.
Mudar práticas implica o enfrentamento inevitável e delicado
de conflitos entre os participantes (professores, alunos, pais e a hierarquia
do sistema escolar), originados de visões de mundo, valores, expectativas e
interesses diferentes. Mudar práticas implica mudanças na forma de
relacionamento entre os participantes... Mudar práticas pedagógicas significa
empreender mudanças em toda a cultura organizacional. (GARRIDO, 2007. p. 10)


Traçar caminhos na escola é o papel fundamental do
Coordenador Pedagógico, que, ao atuar de forma integradora, dará rumos às ações
pedagógicas. Cabe ao Coordenador Pedagógico atuar no sentido de transformar a
escola em unidade de formação em serviço dos professores. Diante desta
compreensão deixo algumas leituras e minhas ações enquanto coordenadora
pedagógica:
Ø Perfil do Coordenador Pedagógico: O coordenador
Pedagógico deverá organizar as atividades pedagógicas a serem desenvolvidas na
Escola, acompanhando o desenvolvimento da Proposta Pedagógica e criando espaços
para reflexão sobre a prática e a participação dos membros da comunidade.
Ø Ser pessoa criativa, estudiosa, organizada, leitora
e ouvinte, aberta aos conhecimentos, às inovações é os requisitos importantes
para o desempenho do Coordenador, que também deverá estar atento aos aspectos
das relações interpessoais inerentes à convivência humana no cotidiano do
universo escolar.
Os caminhos da escola, visto como responsabilidades
e compromissos do CP estão cada vez mais diversos e múltiplos. Então, planejar
a ação pedagógica, é minha função primordial requer de todos uma atenção e
constante reflexão sobre a nossa prática; pois além desta função de planejar
atuo diariamente como: articulador, formador e transformador das práticas
escolares.
Ø O Coordenador Pedagógico como articulador: A ação
educativa precisa ser planejada, articulada com todos os participantes da Unidade
Escolar, sendo o Coordenador Pedagógico um dos elementos de ligação fundamental,
através de formas interativas de trabalho, em momentos de estudos, proposições,
reflexões e ações.
Como elo entre os estudos e professores, tornou-se
mais leve minha atuação após iniciar o curso de coordenadores pedagógicos, a
qual estou finalizando esta etapa; adquiri mais seguranças em minhas ações, e
procurei estudar e aprofundar um pouco mais sobre o assunto. Sendo assim pude
contribuir através de encontros para estudarmos nas formações continuadas, e
também em outros momentos auxiliando os professores em suas dificuldades dentro
de sala de aulas. Ser o elo parece simples, embora prazeroso, nos acarreta a
responsabilidade de propagar bibliografias, vídeos, conferências, meios que
auxilie o trabalho pedagógico. Para isso, estive e pretendo estar sempre
estudando, buscando para transmitir algo que já vivenciei com maior segurança.
Ø O Coordenador Pedagógico como formador: A
responsabilidade formadora do Coordenador Pedagógico está pautada na formação
continuada dos profissionais da Escola, devendo ainda estar aberta ao saber
adquirido no dia-a-dia, que deve ser refletido e incorporado ao desenvolvimento
pedagógico dos educadores.
Pensar a prática não
é somente pensar a ação pedagógica na sala de aula, nem mesmo a colaboração
didática com os colegas. “É pensar a profissão, a carreira, as relações de
trabalho e de poder nas organizações escolares, a parte de autonomia e de
responsabilidade conferida aos professores, individual ou coletivamente”. (PERRENOUD,
1993, p.200).

Acredito que um trabalho com formação de professores,
precisa está pautado no bom exemplo do coordenador e na sua preparação
intelectual, crendo desta forma, participei de todos os cursos e capacitações
que houve, procurei ler livros e revistas ligadas a educação, e após estas
bases, faço questão de multiplicar os conhecimentos aos professores com quem
trabalho e a outros que estiverem dispostos. Também estar divulgando
bibliografias para serem lidas e disponibilizar para que o grupo tenha acesso é
importante; pois com estas ações o professor não poderá dizer que não foi
oferecido material. Ao assumir este cargo de CP, tive sempre em mente que teria
problemas diários, e que seriam ienes os desafios como atender pais, funcionários
e professores com presteza e responsabilidade, incentivando a execução do
projeto pedagógico e a participação de todos na construção do mesmo.
Diante
das responsabilidades cabíveis a função que exerço, tenho um papel essencial na
valorização da formação do professor, pois tenho que desenvolver habilidades
capazes de lidar com as diferenças, e ainda ajudar efetivamente na construção
de uma educação de qualidade. Considerando as ações que desenvolvo e as que
preciso melhorar, tenho certeza que o trabalho é grande a ser realizado pela
frente, entretanto estou procurando desenvolver as ações a contento, através de
trocas de experiências, observação e análise de problemas, acompanhamento
comuns, leituras e debate de estudos, pesquisas sobre a prática pedagógica;
sobre uma orientação a ter um “olhar”, com atenção a perceber e estimular o
aproveitamento dos elos articuladores das atividades pedagógicas.

Considerações Finais

Escrever
sobre o fazer pedagógico, ou seja, as práticas diárias no cotidiano do
coordenador pedagógico à luz das discussões nem sempre compreendida pelos
colegas de profissão; levou-me a buscar uma compreensão através do curso, sobre
o que é ser coordenador pedagógico, estar ou ser? Qual são as práticas
relevantes na atuação de um coordenador eficiente; as práticas, as atitudes – o
que muda.
Conclui-se
que, falar do coordenador pedagógico e suas ações junto ao corpo docente e
demais membros da comunidade escolar, é uma forma de dar sentido ao
profissional especialista, cujas atribuições, constatam-se uma grande
indefinição, pois, na maioria das vezes, este especialista é chamado a
desempenhar outras funções, ficando este sobrecarregado nas suas atribuições
específicas.
Nessa
perspectiva, pretendeu-se demonstrar a relevância da coordenação pedagógica em
uma atuação motivadora, inovadora e interdisciplinar, característica da prática
desse profissional que busca a transformação a partir do processo de ensino
aprendizagem. Como se vê, a ação do coordenador pedagógico, como fio condutor
desse processo não deve acontecer de maneira descompromissada e
descontextualizada, pois, com o seu protagonismo sério e ético é possível
contribuir para uma ação efetiva a serviço de uma educação de qualidade. No
entanto, é necessário que o coordenador esteja atento aos desafios e apelos que
lhes chegam de todos os lados, conhecer o universo da educação, suas
dificuldades e avanços, fazendo, a partir de sua atuação pedagógica, um caminho
de maturação, vivenciando as experiências da comunidade escolar como processo
individual dos sujeitos que dela participam, mas, vislumbrando essa ação como
uma abrangência de transformação coletiva.
Assim,
pesquisar sobre as representações sociais do coordenador pedagógico e do seu saber
fazer, pode desvelar muitas questões que às vezes são imperceptíveis, mas que
fazem muita diferença no ato educativo. Uma vez que a escola é lugar onde as
interações são primordiais para o bom andamento do trabalho pedagógico, as
relações tecidas em seu entorno se tornam fundantes para o seu funcionamento.
Dessa
forma, apreender as representações sociais de professores sobre o saber-fazer
do coordenador pedagógico possibilita redescobrir caminhos possíveis para a
relação professor-coordenador, permitindo além de uma comunicação mais
autentica na escola, o aperfeiçoamento das práticas educativas. Não se trata de
um trabalho que visa apenas objetivar as representações sociais do saber-fazer
do coordenador, mas perceber em que elementos estas representações estão ancoradas.
Após todo o caminho percorrido na busca de
enfocar a Relação Teoria e Prática no Cotidiano do Coordenador Pedagógico,
pensamos ser relevante para concluir tecer algumas considerações.
O Coordenador Pedagógico precisa estar atento
a algumas dimensões que são importantes para a sua coerência no cotidiano
escolar: - Primeiro, deve preocupar-se com a sua formação, manter-se
constantemente atualizado, procurando realizar leituras específicas no que
tange a sua área de ação, bem como aos avanços e desafios da contemporaneidade
social. - Segundo, deve procurar centrar o seu trabalho na ação humana, voltar
a sua Prática à Teoria para o outro acreditar sempre nas mudanças, possuindo
assim a capacidade de aceitar e conviver com as diferenças. - Terceiro, estar
atento ao saber fazer, ao saber pôr em ação por meio de métodos, técnicas e
recursos didáticos, o seu saber, de tal forma que possa realmente garantir,
auxiliar de forma organizada e coerente a formação continuada do professor.
Compreende-se,
o Coordenador Pedagógico tenha embasamento teórico que oriente a sua prática;
este deve ser antes de tudo, um profissional reflexivo, conhecedor de
estratégias que lhe permitam auxiliar o professor.
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